Manutenção

O Citycom iniciou a viagem em Florianópolis/SC com 16.281 km em 14 de maio de 2012. Antes desta data, toda a manutenção foi feita respeitando o descrito no manual. As trocas de óleo foram feitas cada três mil km, com exceção da primeira aos mil km. Neste período que antecedeu a viagem, a única constatação negativa foi um pequeno vazamento nos reservatórios de fluídos de freios e conseqüente deterioração prematura da pintura deles.

Nunca, nem antes nem depois do início da viagem, o Citycom recebeu algum tipo de modificação ou adaptação. Todas as peças utilizadas na manutenção são originais, tem a mesma especificação das recomendadas no manual e são idênticas as que vieram na moto quando nova.

Importantíssimo ressaltar que a Citycom foi submetida a esforços além do normal. Situações para as quais não foi especificamente projetada. Muito além do uso feito pela média dos proprietários do mesmo modelo, que é um uso urbano e curtos passeios. Ela enfrentou por milhares de quilômetros temperaturas negativas, dormiu ao relento dezenas de noites, congelada a até -15 graus. Rodou por estradas de gelo, com neve e até mesmo 700 km de off road, com muita lama. Passou um dia inteiro com acelerador na sua carga máxima, num percurso de 1.000 km ininterruptos, com um grande peso de malas e muito vento.

Aos 15.500 km foi realizada em Florianópolis/SC a revisão periódica prevista, com troca de todos os itens especificados no manual, como filtro de ar, óleo de motor e câmbio, vela, limpeza do filtro de óleo e ainda fizemos uma extensa verificação de fluídos de arrefecimento e freios, reaperto geral, estado da correia e outros. Neste momento fizemos a constatação de que o suporte da bateria estava quebrado. A bateria estava solta dentro da caixa que a cobre, devido a vibrações, alto peso da bateria e suporte feito de plástico. A concessionária não tinha a peça e colocamos arruelas e parafusos maiores para melhor fixa-lo. Constatei durante o uso, que um pequeno calo nos rolamentos da caixa de direção existia, bem na posição central do guidão, onde os rolamentos recebem por maior tempo todo o peso da moto. A concessionária não tinha a peça.

Nenhuma concessionária tem os pneus em estoque. Antes da viagem, tive que comprar os pneus em São Paulo, pois nem mesmo lojas de pneus tem o modelo em estoque no sul do Brasil. Sofri com uma logística enorme para faze-los chegar à Florianópolis.

Durante a viagem, em Porto Alegre/RS, aos aproximados 17.000 km, foi feita a substituição dos rolamentos da caixa de direção, que antecipadamente foram encomendados e ainda, por precaução, de forma antecipada substituímos as pastilhas de freio dianteira e traseira, que sem dúvidas ainda rodariam uns dois mil km. Fizemos também uma troca de óleo.

Na cidade de Alegrete/RS, 700 km depois de Porto Alegre, verificamos que a correia de transmissão tinha chegado no seu limite e fiz a substituição pela nova que eu levava de reserva, pois a concessionária não tinha a peça em estoque. A falta de peças em estoque nas concessionárias fora das capitais realmente me surpreendeu e causou dificuldades. A correia que eu levava comigo era para ser substituída no exterior caso ela arrebentasse ou apresentasse desgaste prematuro, e assim, segui viagem sem correia reserva.

Em Santiago/CH, com a moto aproximando-se dos 21.000 km, fiz troca de óleo de motor, colocando Motul 15w/40 mineral e a primeira troca de pneu traseiro. A troca do pneu traseiro exigiu a retirada do escapamento, rolamentos, soltar amortecedores traseiros e a balança esquerda, uma tremenda mão-de-obra.

Em La Junta/CH, com aproximadamente 23.000 km, fiz de forma antecipada a substituição do pneu dianteiro.

Em Coyhaique/CH, depois de 700 km de estradas de lama, pedras e gelo, desmontei parte da carenagem frontal para reapertar um único parafuso que prende o guidão. Estava demasiadamente solto, fazendo com que a roda não obedecesse de forma precisa os movimentos do guidão.

Em Porto Alegre/RS, com aproximadamente 27.500 km, fizemos novamente uma revisão, troca de pastilhas de freio, filtro de ar, óleo de motor e limpeza do filtro de óleo, pintura do cavalete central, lubrificação dos rolamentos, manetes cavalete central e lateral e a primeira lavação da viagem. Fiz também a troca do disco de freio dianteiro, que foi solicitado a Dafra ainda durante a viagem e já me aguardava em Porto Alegre. Essa troca foi necessária pois ainda antes de subir a cordilheira dos Andes sentia uma vibração sempre que acionava o freio dianteiro. Isso pode ter sido efeito de um uso extremo, troca de temperatura ou de muita sujeira, pois ainda na Argentina atolei num lamaçal.

Recomenda-se que a troca de óleo da transmissão seja feita a cada cinco mil km, mas em Porto Alegre não tinham em estoque o óleo 85w/90 e então estendi a troca até a próxima parada em Criciúma/SC quando completamos aproximadamente doze mil km com o mesmo óleo. A surpresa agora foi me lembrar e constatar que a concessionária em Florianópolis, lá aos 15.500 km colocou óleo de motor 20w/50, no câmbio. A minha City rodou 12 mil km, invés de 5, com óleo 20/50 invés do 85/90.

Aos 34.500 km em São Vicente/SP foi feita nova troca de óleo, ou seja, quase oito mil km com o mesmo óleo. Constatamos que de 1,2 litros ele baixou para 800 ml, um consumo de 50 ml a cada mil km.

Completando 35.000 km, na Dafra em São Paulo, foi feita a pintura do escapamento, substituição de pastilha dianteira, troca do óleo de cambio, substituição das tampas dos reservatórios dos fluídos de freio, lavação, substituição da bolha, que estava demasiadamente suja e trincada na sua base, provável em razão do tombo na Carretera Austral. Foram recolocadas as tampinhas dos parafusos dos espelhos e algumas da plataforma, que haviam caído. Instalado o filtro de ar e a correia nova.

Com aproximadamente 36.000 km na estrada, o retentor do eixo traseiro apresentou vazamento, contaminando com óleo de cambio a correia e fazendo com que ela patinasse. Em Florianópolis foi feita substituição do retentor e da correia. Rodando mais uns 500 km percebi novamente vazamento e retornei a Florianópolis onde constatamos que agora era necessário substituir o retentor do eixo virabrequim e assim foi feito.

Com 39.500 km, em São Paulo, na Dafra, foi feita uma lavação, troca de pneu traseiro, pastilha traseira, óleo de cambio e motor.

Aos 43.300 km pela primeira vez queimou uma lâmpada. Justamente a do farol baixo direito. Eu mesmo abri e troquei pela lâmpada que comprei a um tempo atrás na concessionária Si Motos, como sendo a lâmpada correta, assim que instalei ela queimou levando junto um fusível e percebi que era diferente. Peguei uma lâmpada Phillips original, novo fusível e agora sim a menina voltou a enxergar.  Deu um certo trabalho para retirar toda carenagem frontal e bolha, além de sofrer com a constante quebra dos frágeis engates das partes plásticas.

Colaboradores

Estas empresas abriram mão dos honorários referentes à mão-de-obra e prestaram atendimento de forma imediata. Foram essenciais para que a viagem pudesse seguir à diante com segurança. Trataram do Citycom com o carinho e a atenção necessária para que a preocupação com manutenção fosse mínima.

New Point – Concessionária Dafra em São Paulo / SP – www.newpointmotos.com.br

Mauri Motos – Concessionária Dafra em Porto Alegre/RS – www.maurimotos.com.br

Da Praia Motos – Concessionária Dafra em São Vicente/SP – www.dapraiamotos.com.br

Felice Motos – Concessionária Dafra em Uruguaiana/RS – www.felicemotos.com.br

Biz Moto Center – Concessionária Dafra em Criciúma/SC

Konstru Motors – Concessionária Dafra em São José do Rio Preto/SP

Motovia – Concessionária Dafra em Belo Horizonte/MG –  www.motovia.com.br

Dafra Motos – Centro de desenvolvimento em São Paulo/SP – www.daframotos.com.br

Galeria de Fotos

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1 Comentário

Uma opinião sobre “Manutenção

  1. Fernando Jorge

    Bela viagem!

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